18 de novembro de 2010

SP- O CCZ do país da maravilhas


Com um orçamento de mais de R$ 14 milhões em 2010, o Centro de Controle de Zoonoses praticamente nada fez para melhorar suas instalações e dar melhor condições aos animais e funcionários. 


A COVISA, que coordena o órgão, não se importa com a situação dos animais da maior cidade da América Latina, e mesmo com o dinheiro disponível não realizou o mínimo necessário para garantir segurança aos funcionários e animais, muito menos a promessa feita pelo Prefeito Gilberto Kassab de construir um novo núcleo de adoção nas dependências do órgão público que seria entregue em Dezembro de 2010.


A COVISA também não utilizou a verba de R$3.000.000,00 destinada à construção de  novos núcleos de atendimento, a fim de descentralizar o CCZ 
Leia aqui


 


Mesmo com uma verba disponibilizada para Operação e Manutenção do Centro de Controle de Zoonoses no valor de R$ 6.380.000,00 o valor empenhado (previsto de ser gasto) para tal foi de praticamente a metade, sendo que as condições acima continuam sendo observadas. Até Novembro conseguiram gastar apenas R$ 1.303.002,33




Veja a tabela completa aqui



A verba para a "Reforma e Ampliação do Centro de Controle de Zoonoses" que era de R$ 4.735.000,00 destinada para a construção do Núcleo de Bem Estar Animal, prometida para 2009, re-prometida para em Dezembro de 2010, foi prevista autilização de cerca de pouco mais de 30% e utilizado apenas "acreditem" 0,34%, ou seja, R$ 16.436,00.

A obra iniciada em Julho de 2010 continua apenas nos tapumes e não será entregue, mais uma vez, no prazo prometido. 
Veja abaixo:




Enquanto isso a situação dos animais dos canis individuais é essa:



Não haveria problema nenhum em economizar o dinheiro público se a situação do órgão que controla zoonoses da maior capital da America Latina fosse exemplar. 

Se não houvessem animais em situação de confinamento.

Se não houvessem animais em situação de maus tratos, uma vez que encontram-se confinados em canis que medem cerca de 1m X 1,10m num ambiente mal ventilado e extremamente frio e úmido, que acomodam cães das raças Pitbull, Rotweiller, Pastor Alemão, Fila e vários outros que já sofrem com a discriminação, com a estigmatização, com o abandono, muitas vezes com situações de maus tratos como espancamento e apedrejamento apenas por terem sido abandonados e ainda são confinados em canis que não proporcionam a eles nem a possibilidade de ficarem em pé, sem contato com o Sol e em alguns casos tendo que dormir diretamente no chão.

Se houvesse proteção no solo para TODOS os animais.

Apesar da boa vontade e dedicação dos funcionários que trabalham no setor, a COVISA nada fez para melhorar o triste quadro de confinamento a que os animais ESTIGMATIZADOS são submetidos. 





Infelizmente os animais confinados no CCZ não  têm a perspectiva de mudar de realidade, uma vez que tanto os gerentes do órgão, quanto a coordenadora da COVISA e o Secretário de Saúde Januário Montone consideram a situação exemplar.


Januário Montone afirmou numa audiência pública:

"O Probem (Programa de Proteção e Bem-Estar de Cães e Gatos) é um sucesso e o modelo está sendo exportado para outros países." 

120 mil Microchips comprados e não há base de dados para cadastrá-los, ou seja, não existe ainda um sistema eficáz de identificação na cidade de São Paulo, os animais microchipados não estão sendo inseridos em nenhum banco de dados.


R$14.115.000,00 disponíveis para mudar a situação, apenas R$1.319.438,33 utilizados... em quê?

Prefeito Gilberto Kassab
Secretário de Saúde Januário Montone 
Secretário de Relações Governamentais Antonio Carlos Rizeque Malufe
COVISA Inês Romano

Cumpram sua palavra! 

"Pra mim está provado que para resolver o problema dos animais da cidade de São Paulo não falta dinheiro...
Falta vontade política e competência!"
 


2 comentários:

satoru disse...

Como ? 14 milhões de Reais e os nossos animais estão à mingua ? Na próxima encarnação serei um cachorro raivoso para morder um por um os burocratas aí.
E, antes disso, sugiro que as ONGs, associações, protetores independentes e afins se unam e exijam dessa administraçãozinha(sim no diminutivo pois deixa muito, muito a desejar) a repartição dessa grana aí. Oras, sabemos que todas essas pessoas trabalham com louvor no resgate, tratamento e disposição para adoção de animais, sem receber um centavo do poder público. É um inversão de papéis. Afinal, eles fazem o serviço que o CZZ e outros órgãos oficiais deveriam fazer. São, então, funcionários públicos, uma vez que suam em prol de toda sociedade. E essa Prefeiturazinha(de novo no diminutivo) com seu falatório por meio de seus bur(r)ocratas fazem de conta que isso não é com ela. Certamente pensa que toda essa gente faz isso por passatempo, esporte, hobbie, opção religiosa e tal. Eita, será que nenhum barnabé se tocou que esse trabalho é, além de humanitário, um inestimável serviçco de saúde pública ? A cada animal que se resgata, recupera e se adota, são bilhões de reais em doenças(inclua aí as mentais) que economiza aos cofres de todos nós. Agora, isso custa dinheiro, tempo, dedicação e fora o amor dessas pessoas pelos animais. E esse valor é impossível de se medir com papel moeda.
Então, chega de papo e vamos lá exigir o direito desse papel moeda na conta dessa gente e de suas organizações que trabalham pela cidade e por toda nossa sociededade. Olha aqui, gente da Prefeiturazinha, essa política aí é mesmo uma verdadeira cachorrada e até agora vocês estão vendendo gato por lebre. E quem sofre com isso são os indefesos animais.

Teresinha Winter disse...

Se distribuíssem essa grana toda pros protetores, daí se veria algum proveito. Mas na mão dessa gentalha incompetente e arrogante, só se for pra CORRUPÇÃO !!! Isso, sim, caminha a passos largos neste país. Não fazer porque não quer é o máximo da prepotência de um "serumano". Garanto que não faltou verba pra campanha política dessa gentalha. Quando é pros animais, mesmo tendo dinheiro, ninguém se dá ao trabalho de se mexer. Êta povinho vagabundo!!!