6 de janeiro de 2011

Métodos de identificação de animais



É muito importante você identificar o seu animal, a identificação é fundamental  e esta simples providencia pode seu a solução para você reencontrar seu amigo no caso dele se perder.

Os principais métodos de identificação são:
  • Microchip
  • Plaqueta na coleira

Quando um animal é microchipado as informações pertinentes a ele e seu tutor devem ser inseridas num determinado banco de dados, no do animal se perder basta passar a leitora de microchips e consultar o banco de dados.

Infelizmente muitos profissionais, que fazem a microchipagem em suas clínicas particulares, acabam não inserindo os dados do animal no banco de dados, tornando este tipo de identificação inútil.

Aqui no Brasil existem várias marcas de microchips sendo comercializadas, e cada um  possui o seu banco de dados. Isso quer dizer que, muito possivelmente, se você perder seu animal terá que ter muita sorte para encontrá-lo, pois não existe banco de dados único.

Pra se ter um banco de dados único, teríamos que, ou  ter apenas um fornecedor de microchips, ou que todos os fornecedores unificassem seus bancos, o que me parece impossível.

Seria excelente que tivessemos um sistema único e federal, ou no mínimo um estadual. Creio que não teríamos mais animais abandonados. 

Quando resgatamos um animal, se não dispusermos de leitores universais em casa ou na ONG (ao custo entre R$300,00 e R$1000,00), podemos consultar nossa bola de cristal para saber se ele é microchipado, e depois ir de cidade em cidade da grande São Paulo até encontrar o banco de dados onde ele foi cadastrado.

Não questiono a eficácia da microchipagem como método de identificação, porém sem um banco de dados único nacional ou, pelo menos, estadual, fica muito difícil de encontrar um animal. Considero como principais desvantagens desse método de identificação:
  • A dificuldade de saber se o animal é ou não microchipado, pois o sistema não é visual. Existe então a necessidade de termos a leitora universal.
  • Estando identificado, temos a difícil tarefa de descobrir em qual banco de dados ele foi cadastrado, uma vez que só tem acesso ao banco de dados o profissional que utiliza o produto da empresa, ou mesmo o CCZ.
  • Microchips de baixo custo não possuem camada antimigratória e normalmente mudam de local no corpo do animal.
  • Recentes estudos comprovam que microchip provoca câncer nos animais. Existe até um site que fala somente neste assunto, o site é o CHIPMENOT, em inglês.
O que temos por enquanto é o CCZ de São Paulo usando uma marca de microchip , o CCZ de Guarulhos usando outro, O CCZ de Santo André outro, a Clinica da Esquina outro, a Clinica dos Meus Cachorros outro,  a Ong Tal  outro, o criador tal usando outro, o criador zé fulano outro, Campinas outros, Americana outro, Diadema outros, Ribeirão Pires outro... e por aí vai (cidades, clínicas e criadores são um exemplo).

Quando se fala em CCZ temos um problema mais complexo ainda... orgão 
público faz compras por licitação, é lei:

Neste ano 2011 o fabricante X venceu.


Em 2012 venceu o Y.

Em 2013 venceu o W.

Em 20142 venceu novamente o Y, mas o X faliu... e perdemos o banco de dados onde milhares de cães estavam identificados.

Etc.

Sem banco de dados unificado infelizmente, com este modelo de identificação, para abandonar um animal basta o tutor ir para outra cidade.

A solução para este impasse seria o Poder Público Federal criar um banco de dados nacional e único.


Plaqueta na coleira

Existe também, muito utilizado no Brasil, o método do RGA que é colocado na coleira do animal. O grande problema deste método é que quando alguém quer abandonar um animal, basta retirar esta coleira.

Porém existe a possibilidade de seu animal se perder e estar com a coleira, neste caso ele pode ser encontrado se os telefones que constarem na plaqueta estiverem atualizados, mas existe a possibilidade do animal perder a coleira na rua, numa briga por exemplo.

Recentemente, no municipio de São Paulo, o CCZ estava identificando animais e colocando neles uma plaqueta com um número de telefone para contato que não existia. Leia aqui

Independente do método de identificação que você venha a utilizar, é fundamental identificar o seu animal, sugiro ainda que você sempre mantenha seu animal de coleira, e nesta coleira independentemente de ter uma placa de RGA com o código, coloque também uma placa com o número de seu telefone.

Lembre-se você é toda referência de família que seu animal tem, na rua perdido ele possívelmente não sobreviverá. A identificação é, juntamente com a castração, não apenas uma demonstração de amor pelo seu amigo, é também uma demonstração de responsabilidade.




Um comentário:

Vânia disse...

Muito bom, vivo fazendo campanhas de identificação. Essa semana mandei bordar coleiras de veludo, com o nome e meu telefone, para meus 3 gatos. Apenas de identificação.De veludo, pois são confortáveis, para que eles se acostumem. E moro em apartamento telado. Toda identificação é válida, para o caso de se perderem.