quarta-feira

Sacrifício de animais é aprovado por vereadores da cidade de Quaraí-RS


PL também quer multar quem for flagrado alimentando cães em praça.
ONGs de proteção aos animais e MP dizem que a medida é inconstitucional.

Vereadores de Quaraí, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, votaram na segunda-feira (1º) um Projeto de Lei que prevê mudanças no código de posturas da cidade. As emendas foram aprovadas na Câmara e serão enviadas ao poder executivo, que pode sancionar ou vetar as modificações.

A votação gerou polêmica, especialmente, por conta de dois artigos que tratam dos animais em situação de rua. Um deles defende o sacrifício desses bichos, quando considerados possíveis transmissores de doenças, e o outro apoia a aplicação de multa para quem for flagrado os alimentando.

Após protestos de integrantes de ONGs de defesa dos animais e do posicionamento contrário do Ministério Público com relação ao projeto, algumas emendas foram feitas pelos vereadores. Uma das alterações é que o abate precisará ser atestado por um veterinário, e o único local onde fica proibido a alimentação dos animais é na praça General Osório, a principal da cidade.

"Não está do nosso agrado, porque esse projeto deles continua inconstitucional. Eles fizeram novas emendas, mas continuam batendo na mesma tecla, da proibição de alimentar animais nas ruas e no extermínio de animais de rua", critica a presidente da Associação Santanense de Proteção aos Animais (Aspa), Juliana Prates.

As entidades de defesa dos animais prometem seguir na tentativa de barrar o projeto. "Eu achei vergonhoso, nós não tivemos voz, nem vez. Eu sou uma protetora e acho isso uma falta de respeito", opina a protetora de animais, Sabrina Correa.

Já o prefeito de Quaraí considera que o projeto foi mal interpretado e reforça que os abates só serão realizados em casos extremos.

"Há casos de animais que estão representando risco iminente de desenvolver uma situação de grave dano à saúde humana, ou seja, um cão com raiva, um animal com extrema agitação psicomotora, que está mordendo. Não sendo possível a captura desse animal, não resta outra alternativa a não ser o abate", considera o prefeito Ricardo Gadret.

MP diz que medida é incostitucional
Na última quinta-feira (28), o Ministério Público da cidade de Quaraí pediu a retirada imediata de um dispositivo do PL do novo código do município que fala sobre o abate dos animais. Para o MP, há ilegalidade material.

Conforme o promotor substituto José Eduardo Gonçalves, autor da recomendação, a legislação tanto federal quanto estadual veda o extermínio de cães e gatos pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e outros estabelecimentos oficiais. O art. 80, § 2º estaria em desacordo com as determinações previstas em lei.

G1

NOTA: Não há dúvidas da incosntitucionalidade do projeto de lei aprovado, pois desde 2009 vigora no ESTADO do Rio Grande do Sul a LEI Nº 13.193, DE 30 DE JUNHO DE 2009.(publicada no DOE nº 122, de 1º de julho de 2009), que  proíbe os órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres, de eutanasiar animais e ainda cria oficialmente a figura do animal comunitário.
Portanto um lei estadual, hierarquicamente superior a lei municipal, proíbe a matança, não podendo o município autorizar. O descumprimento da Lei Estadual poderá resultar num processo de improbidade administrativa ao prefeito, que poderá ter como consequência a perda do mandato e dos direitos políticos de se candidatar a cargos eletivos, por até oito  anos.
Quando a população vota em políticos incompetentes esse é o resultado.

quinta-feira

Após 2 anos sem montarias, festa do peão é cancelada no interior de SP




Rodeio de Limeira teve montarias em 2013; prática foi cancelada em 2014 (Foto: André Silva/Divulgação)



Decisão judicial que não tem mais recurso impede realização de rodeio.
Associação estuda retomar evento, com outro formato, a partir de 2017.


A Festa do Peão de Limeira (SP) de 2016 foi cancelada. O motivo, segundo os organizadores, é uma decisão da Justiça que proíbe o uso de determinados equipamentos durante as montarias de animais desde o final de 2013. O evento seria realizado entre os dias 2 e 10 de setembro somente com shows de artistas sertanejos, como em 2014 e 2015.

De acordo com Marcelo Coghi, presidente da Associação Independente dos Cavaleiros de Limeira (Aical), responsável pelo evento, a Festa do Peão chegou a receber de 120 mil pessoas, mas nos últimos dois anos o público caiu para a casa dos 70 mil espectadores. Coghi afirma que a crise econômica do país contribuiu para a redução, mas que o motivo maior para a queda foi a retirada das montarias.

O processo na Justiça teve início em 2006, ainda contra uma outra entidade que era responsável pela festa. As decisões contrárias às provas de rodeio aconteceram em 2008 na primeira instância e em 2013 no Tribunal de Justiça de São Paulo. Como não houve novo recurso, a Aical foi notificada a cumprir a determinação.

As sentenças proibiram o uso de equipamentos de montaria como espora, peiteira, polaco e sedém. Sem eles, não é possível realizar as provas de montaria, conforme a organização.

"Como fomos notificados no final de 2013, em 2014 e 2015 realizamos o evento sem as provas. A multa prevista era de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento", afirmou o presidente da Aical. "Há uma cobrança muito grande do público em relação às montarias porque as cidades da região como Piracicaba, Americana e outras têm rodeio. Só a gente não tinha."

Shows reservados

Coghi disse que a festa de 2016 já tinha até shows reservados, como "Cabaré", dos cantores Leonardo e Eduardo Costa, Henrique e Juliano e Pedro Paulo e Alex. "Não chegamos a contratar nenhuma apresentação, mas a gente fez as reservas", afirmou. A decisão da organização quanto ao cancelamento neste ano é "irreversível", segundo o presidente da associação.

Novo formato

A Aical ainda não definiu o que deve acontecer a partir de 2017, já que não cabe mais recurso à decisão judicial. Uma possibilidade, segundo Coghi, é a realização do evento em outro formato, como um festival de música sertaneja, por exemplo. "Vamos estudar festas em outras regiões para saber o que pode ser viável para Limeira", comentou.

quarta-feira

Leões são brutalmente mortos após homem nu invadir sua jaula em zoológico



Um homem nu invadiu a jaula dos leões de um zoológico chileno em uma provável tentativa de suicídio. Ele sobreviveu, mas causou a morte dos felinos.

As autoridades de Santiago confirmaram que dois leões africanos foram baleados após atacarem o homem de 20 anos que tinha entrado em sua jaula no último sábado (21), informa o Daily Mail.

O homem, que foi identificado pela mídia local como Franco Luis Ferrada Roman, foi levado para um hospital próximo para receber tratamento.

O homem entrou na área em que estavam os leões, se despiu e dirigiu-se ao meio enquanto visitantes testemunhavam o incidente.

Os leões teriam imediatamente se lançado sobre ele e começado a “brincar” com ele. Funcionários interferiram e atingiram dois leões para tentar salvar o homem.

Segundo a diretora do zoológico Alejandra Montalva, o homem estava em uma área que é proibida ao público e ao saltar e tirar a roupa atraiu a atenção dos animais.

A diretora disse que estava “profundamente afetada” pela morte dos dois leões, um macho e uma fêmea. “O zoológico tem um protocolo estabelecido porque a vida das pessoas é muito importante para nós “. Ela acrescentou que não havia tranquilizantes disponíveis para parar os leões.

Uma testemunha, Cynthia Vasquez, disse à estação de rádio chilena Bio Bio que os seguranças demoraram para reagir e que os animais não atacaram o homem assim que ele entrou no local.

“Os leões começaram a brincar com ele, e somente depois, o atacaram”.

Nota da Redação: É difícil considerar o ponto mais revoltante do caso: os leões viverem confinados em nome do entretenimento, o zoológico não dispor de tranquilizantes para situações de emergência ou os animais serem brutalmente mortos por culpa de um homem que, propositalmente, invadiu a jaula e os provocou. Trata-se de mais um exemplo da crueldade inerente aos zoológicos e das situações de risco a que esses animais estão expostos, além do próprio sofrimento do cárcere.

Elefanta mais velha em cativeiro morre aos 69 anos abandonada em zoológico



A mais velha elefanta asiática em cativeiro faleceu na última quinta-feira (26) no zoológico Inokashira, em Tóquio.

Hanako tinha 69 anos e funcionários do local disseram tê-la encontrado no chão de sua gaiola durante a manhã, diz o Inquisitr. Eles tentaram levantá-la para que ela não morresse por asfixia, mas não conseguiram e a elefanta faleceu durante a tarde.

Embora a causa da sua morte seja desconhecida, o chefe do zoológico Kiyoshi Naga disse que Hanako morreu pacificamente e sem sofrimento. Foi alegado que uma autópsia foi agendada para esta sexta-feira para tentar descobrir a causa da morte.

“Eu queria que ela vivesse um pouco mais. Quero agradecer a todas as pessoas que amaram Hanako durante todos esses anos “, disse Nagai.

Mesmo que a notícia da morte de Hanako seja triste, aparentemente ela atingiu as expectativas de vida normais para elefantes asiáticos.

Supõe-se que os paquidermes podem viver 60 anos na natureza, mas suas vidas são muito mais curtas quando eles são confinados em zoológicos.

De acordo com o Japan Times, o governador de Tóquio, Yoichi Masuzoe, disse em um comunicado que Hanako chegou ao Japão logo após a guerra e que a amada elefanta “deu sonhos e esperanças para as crianças”.

“Sua morte é realmente lamentável, mas eu rezo por ela do fundo do meu coração”, afirmou.

Hanako, cujo nome significa “criança florida,” foi transportada para o Japão pela Tailândia como um símbolo de amizade em 1949. Após viver no zoológico Ueno, em Tóquio, por alguns anos, ela foi transferida para Inokashira em 1954.

Nos últimos meses, a elefanta ganhou a atenção internacional.

O blogueiro canadense Ulara Nakagawa disse que ficou chocado ao saber que a longa memória da elefante seria preenchida com momentos de solidão pois ela “em um dos mais cruéis e arcaicos zoológicos do mundo”.

Nakagawa escreveu em seu blog que a elefanta era mantida sozinha no zoológico.

“Hanako está completamente sozinha em uma pequena caixa de cimento, sem nada para confortá-la ou para estimulá-la. Ela apenas está lá, parecendo quase sem vida”.

Funcionários do zoológico mantinham a elefanta sozinha porque a consideravam “agressiva”.

Nakagawa postou uma petição online, que ganhou mais de 469 mil assinaturas recomendando que Hanako fosse transferida para um santuário de elefantes na Tailândia.

No entanto, quando Nakagawa encontrou-se com um especialista em animais no zoológico, as autoridades disseram que era “tarde demais” para transferir Hanako e que, na sua idade avançada, ela provavelmente iria morrer – o que fatalmente ocorreu após uma vida inteira de exploração.

Trágica morte de gorila Harambe mostra por que zoológicos devem ser proibidos




A trágica morte do gorila Harambe para supostamente salvar um menino de quatro anos no zoológico de Cincinnati evidencia que os zoológicos devem ser fechados.

Embora muitas pessoas culpem os pais do menino, o verdadeiro vilão da história é o zoológico, diz o New York Daily News.

Os zoológicos são prisões para os animais selvagens. Enquanto um leão fica em um espaço de alguns milhares de pés quadrados no zoológico de Bronx; na natureza, ele pode percorrer metade da África Subsaariana.

Como tem sido documentado de forma exaustiva, o cativeiro deixa os animais deprimidos, enlouquecidos, violentos e entediados.

Muitos animais saudáveis também são mortos por zoológicos. Alguns anos atrás, o zoológico de Copenhagen matou uma girafa e, em seguida, a BBC revelou que entre três mil e cinco mil animais são mortos nesses locais apenas na Europa.

Existe também outro problema: quando as crianças vão ao zoológico, elas entram em contato com situações que não refletem a realidade.

Parece que os animais estão bem e não são ameaçados pela caça ou que seus habitats naturais não têm sido dizimados pelo aquecimento global causado por humanos.

Claramente, a sociedade tem se afastado dessa concepção que considera animais como entretenimentos.

Em meio a protestos sobre o cativeiro de baleias, o SeaWorld anunciou que iria parar a reprodução de orcas em cativeiro e, eventualmente, parar de explorá-las em shows.

Outro caso refere-se à decisão do circo Ringling Bros e Barnum & Bailey Circus de parar de usar elefantes em suas atrações.

Os zoológicos têm que seguir essa tendência, pois os animais não devem ficar presos, mas sim soltos na natureza, de onde eles realmente fazem parte.