A Justiça do Rio Grande do Sul condenou a cinco meses e dez dias de prisão um homem que matou o próprio cão durante um acesso de raiva, logo após ter a casa arrombada por ladrões. O fato ocorreu em julho de 2008, em Pelotas (246 km de Porto Alegre), sul do Estado.
Na ocasião, soldados da Brigada Militar foram chamados para verificar a ocorrência de furto. Chegando ao local, depararam com uma cadela da raça pit bull já morta, com sérios ferimentos na cabeça.
Valdemar Motta Leal admitiu ter matado o cachorro a golpes de barra de ferro, já que o animal “não prestava” para vigiar sua residência, que acabara de ser arrombada. O caso foi denunciado pelo Ministério Público.
Na primeira instância, o juiz José Antonio Dias da Costa Moraes afirmou em sua decisão, de junho de 2010: “O presente caso (...) demonstra a brutalidade e maldade humana quando posta frente a situações como a vivenciada no presente feito, em que, não tendo o animal cumprido com a sua ‘finalidade’, que era proteger o lar, foi morto a golpes efetuados com uma barra de ferro”.
Leal, que possui antecedentes por tentativa de homicídio, não compareceu à Justiça e acabou condenado à revelia. Entretanto, sua advogada, Aline Correa Lovatto, recorreu da decisão, alegando insuficiência de provas, já que a condenação teria sido baseada apenas no testemunho do policial militar.
Porém, a relatora do recurso, juíza Cristina Pereira Gonzáles, considerou as provas suficientes para condenar o agressor. Segundo a magistrada, o caso ficou demonstrado no boletim de ocorrência e no relato “seguro e consistente” do soldado.
No último dia 31 de agosto, a Turma Recursal Criminal manteve a decisão do Juizado Especial Criminal de Pelotas, condenando Leal à prisão e ao pagamento de multa baseada no salário mínimo da época.
A reportagem do UOL Notícias procurou o condenado e seus advogados de defesa para comentarem a decisão de Justiça, mas ninguém foi encontrado. Conforme o Tribunal de Justiça, possivelmente o agressor cumprirá a pena em regime aberto.
Fonte: UOL
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13 de setembro de 2011
18 de agosto de 2011
Surto de raiva pode levar a abate de 30 mil cães em cidade chinesa
Para controlar surto de raiva, 30 mil cachorros poderão ser sacrificados na ChinaCrédito: Reuters
Autoridades determinaram que os habitantes de Jiangmen têm até 26 de agosto para encontrarem novos lares para seus cães ou eles serão sacrificados
Um surto de raiva atingiu os cães da cidade de Jiangmen, na China. Autoridades proibiram a posse de cães e deram aos moradores a data-limite de 26 de agosto para que realoquem seus pets ou eles serão sacrificados.
Entidades em defesa dos direitos dos animais têm ganho força na China, o que levou a fortes críticas. Especialistas chegaram a classificar a determinação como “desumana e desnecessária”.
Oficiais emitiram uma declaração chamada de “aviso sobre fortalecimento da gestão de cães”, informando que os moradores da cidade devem encontrar novos lares para seus cães até no máximo 25 de agosto. Depois disso, autoridades confiscarão os animais, vasculharão os locais públicos e sacrificarão os pets encontrados.
“Nosso objetivo não é matar todos os animais das áreas urbanas, mas queremos criar um ambiente melhor para se viver”, disse um policial para o jornal Chinadaily.com. “Esperamos que os donos de animais e habitantes entendam e cooperem com as leis e com a nossa equipe”, complementa ele.
Apenas pessoas que utilizam os cães para a proteção de propriedades cujo valor seja superior a 1 milhão de reais estarão isentas. Mesmo assim, os animais deverão ser vacinados e mantidos trancados.
O jornal The Jiangmen Daily recordou os leitores de que 42 pessoas morreram na cidade há três anos. Li Wantong, diretor de tecnologia no Centro de Controle de Zoonoses de Jiangmen, assegurou aos proprietários que o processo de eutanásia de seus animais será “humanizado”.
Mas a nova medida ainda provoca polêmica. “Não é justo com os animais. Isso é uma falta de respeito à vida”, disse Wang Chengzhi, morador da cidade.
Outros ainda levantam dúvidas sobre a maneira como os animais serão sacrificados. No passado, os chineses executaram cachorros em operações visando à manutenção de higiene.
Oficiais espancam cachorro até a morte como medida de manutenção à higiene na cidade de Luoping, na ChinaCrédito: Reuters
Especialistas argumentam que, além de ser cruel, o abatimento de um número tão grande de animais não trará benefícios em longo prazo.
“Esta medida não tem apoio científico, não é humana e não durará para sempre. Em pouco tempo, não terá mais eficácia e, logo em seguida, as pessoas terão cachorros novamente”, disse o Dr. Tang Qing do Instituto Nacional de Controle de Zoonoses e Prevenção ao jornal inglês The Guardian.
Outro especialista, o Dr. Kati Loeffler, consultor do Fundo para o Bem-Estar de Animais da China, está convencido de que uma campanha de imunização em massa seria muito mais eficiente.
O Jiangmen Daily também recebeu manifestações de um leitor a favor da determinação. “O excremento de cães está por toda parte, jardins, parques. Além disso, os latidos perturbam meu sono”, disse o ele.
Mais de 2.400 pessoas morrem de raiva todo ano na China, segundo o Ministério da Saúde.
Fonte: PetMag
17 de agosto de 2011
México- Prefeitura dá desconto em imposto para quem entregar cão para sacrifício
O governo de uma cidade no norte do México está causando polêmica depois de oferecer uma isenção de impostos de US$ 17 (cerca de R$ 27) por cada cachorro de rua entregue para ser sacrificado.
As autoridades da cidade de San Luis Río Colorado, no Estado de Sonora, afirmam que o sacrifício dos cães é a melhor forma de evitar doenças.
A cidade, que fica perto da fronteira com os Estados Unidos, tem uma população de 70 mil cães de rua, quase um para cada dois habitantes.
Em poucas horas, o tema se transformou em um dos mais comentados nas redes sociais no México.
Organizações defensoras dos direitos dos animais, artistas e intelectuais exigiram o fim do que chamaram de "matança de cães". Outros pediram uma reforma nas leis mexicanas, que aplicam apenas multas para os acusados de torturar animais.
O prefeito da cidade, Manuel Baldenebro, afirma que toda a polêmica é uma manobra política de seus adversários.
"Sinceramente, não sou um matador de cães. Sou muito criticado por uma situação política, não existe matança. Me criticam porque estou sacrificando cães em minha estratégia que visa evitar doenças e epidemias", disse o prefeito à BBC.
O prefeito reconhece que, em dois anos de governo, mais de 17 mil cachorros de rua foram sacrificados, a maioria deles pelas brigadas municipais. Até o momento, apenas 450 foram entregues em troca da isenção de impostos.
Sem proteção
As organizações de proteção dos direitos dos animais afirmam que o caso de San Luis Río Colorado é um reflexo da falta de políticas públicas para evitar os maus tratos a animais.
Segundo Antemio Maya, fundador da organização Proteção ao Cachorro de Rua, dos 32 Estados do México, oito não têm leis para evitar o problema e o resto apenas prevê multas para os acusados de maus tratos a animais.
"A maioria tem uma lei muito básica, mas, pelo menos, tem alguma coisa", disse Maya à BBC.
De acordo com organizações de defesa existem mais de 16 milhões de cães no México e, entre estes, cerca de 10 milhões são de rua.
Origem
Manuel Baldenebro, prefeito de San Luis Río Colorado, conta que o problema começou há alguns anos, quando uma família pobre pediu sua ajuda para pagar a dívida com a fornecedora de água.
Manuel Baldenebro, prefeito de San Luis Río Colorado, conta que o problema começou há alguns anos, quando uma família pobre pediu sua ajuda para pagar a dívida com a fornecedora de água.
A família tinha vários cães que estavam doentes. Para ajudá-los, Baldenebro ofereceu um desconto para a dívida da família para cada animal que entregassem para as autoridades.
"Era para oferecê-los para doação", disse Baldenebro. "Mas, se ninguém quisesse os cães, eles seriam sacrificados".
Isto se transformou em uma regra ainda válida, mas, há alguns dias, um funcionário público enviou mensagens para as redes sociais, divulgando a estratégia.
Em menos de um dia, centenas de usuários do Twitter e Facebook criticaram a medida e alguns exigiram a renúncia do prefeito.
O prefeito afirma que é preciso sacrificar os cães da cidade pois, em menos de um ano, ocorreram 2.188 ataques de cachorros, a maioria contra crianças e idosos. Fora o problema das fezes dos cães de rua.
Além disso, também foram relatadas contaminação por sarna e de uma doença que causa paralisia no rosto dos doentes.
No entanto, estes argumentos não convenceram os ativistas.
"É uma aberração, totalmente reprovada", disse Antemo Maya. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC
Fonte: Estadão
16 de abril de 2011
QuaL a diferença entre VIVISSECÇÃO e EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL?
Importantes esclarecimentos para quem defende os direitos dos animais ou para quem quer ser ético no trato com os demais seres da natureza.
Vamos primeiramente esclarecendo as coisas.
Vivisseção é o uso de animais vivos para estudo dos processos da vida e de doenças, tanto na prática experimental, quanto na prática didática (prática acadêmica). É toda manipulação feita em seres vivos, implicando em violação e corpos, sofrimento e morte.
Experimentos com animais são testes realizados em animais, mais ou menos invasivos fisicamente, podem ser comportamentais, com o ojetivo de testar a eficácia, toxidade e prever danos futuros, em produtos farmacológicos, cosméticos, farmacológicos, ou produtos de outras ordens, como os próprios estudos, que servem aos cientistas para obterem reconhecimento, que revertem em bonus aos próprios ou às academias. E pasmem, hoje são usados até para testes de armas e guerra !
Ambos são amplamente usados nos cursos da área de saúde, em nível superior, onde os estudantes são estimulados a estabelecer uma relação objetivada e diante de seres vivos, dotados de sentimento e consicência, subjetividades e interesses.
Qual é a diferença entre experimentação animal e vivisseção ?
São a mesma coisa ?
Segundo nos ensina a bióloga e defensora dos direitos animais Paula Brügger, as expressões vivisseção e experimentação animal significariam quase a mesma coisa :
“O termo vivissecção tem o significado literal de “cortar um corpo vivo”, mas também é usado para designar “a realização de operação ou estudo em animal vivo para observação de determinados fenômenos”. Segundo o The Concise Oxford Dictionary of Current English, vivissecção significa “dissecação ou outros tratamentos dolorosos em seres vivos para propósitos de pesquisa científica”. É verdade que existem estudos pouco invasivos, ou meramente comportamentais, que não se encaixariam bem no significado do termo “vivissecção”, se tomarmos a palavra ao pé da letra. Eu sigo a tendência dominante de tratar os termos como sinônimos, conforme as definições anteriores, porque, na prática, não existem diferenças expressivas entre eles.” (entrevista em www.anda.jor.br, 15.09.2010).
Nosso cotidiano está mais impregnado do sofrimento dos animais do que imaginamos.
Você sabia que cada medicamento que você usa, desde aquele simples medicamento para dor de cabeça, até os medicamentos mais avançados e sofisticados, passaram por experiências em que os animais – ratos, cavalos – coelhos – porcos – cães – gatos, etc. Foram as cobaias ?
Você sabia que cada xampu, sabonete, hidratante corporal que você inocentemente passa no seu corpo, em algum momento do seu processo de produção, pode ter sido testado em um animal ? Os coelhinhos – sim – aqueles que simbolizam a Páscoa, são os preferidos !
Por outro lado, você tem idéia de que, para obter aquele belo corpinho que você tanto almeja, foram usados muitos porquinhos para testar se o aparelhinho para lipoaspiração funcionava direitinho ?
É assim que funciona: nossa sociedade está contaminada pelo pensamento de que para que algo seja seguro para os humanos, primeiro temos que usar nos animais ou usar os animais.
Com este pensamento, milhares, para não dizer milhões de animais são usados no mundo todo, em experiências dolorosas e covardes.
No entanto, a moderna ciência pode prescindir disto e se apega a este tipo de prática por dois motivos básicos: 1 – é mais barato; 2 – por continuamos considerando que os animais não-humanos vieram ao mundo para nos servir !
O que se sabe hoje e isto deve conduzir nossas escolhas do ponto de vista da eficácia, é que existem outros métodos para se obter os resultados sobre a segurança de medicamentos, de produtos, de procedimentos, etc., e que os resultados obtidos por estudos feitos com animais, podem não servir para seres humanos, da mesma forma que resultados obtidos em humanos, podem não servir para animais.
Do ponto de vista da ética, cabe-nos perguntar se é correto compactuarmos com este tipo de ciência atrasada e comprometida com uma lógica de mercado que busca apenas o lucro, ou com uma lógica que privilegia a vaidade humana, já que é fruto da escolha que quem a pratica.
Precisamos nos perguntar: qual é o mundo que queremos ?
Se tenho a opção de agir e decidir sobre um bem, um serviço, um produto ou um procedimento que não tem em sua cadeia de produção o sofrimento de um outro ser, por que escolho o produto contaminado pela dor de outrem ?
Este é um assunto árduo e delicado e é inevitável que nos coloque em cheque quando ele se apresenta, pois nos tira de uma condição confortável de seres supostamente conscientes, e nos coloca diante de outro patamar, que é o da contigência ética, a condição de seres éticos.
Há muita informação e infindável discussão sobre este assunto e ficam todos convidados, por exemplo, a pesquisar lista de produtos testados e não testados em animais para fazer suas escolhas.
FONTE: MOVIMENTO SOS BICHO
12 de março de 2011
Prefeitura de Campinas mata capivaras na calada da noite
| Gaar Campinas | 12 de março de 2011 22:36 | |
| Responder a: DIREITOSdosANIMAIS@yahoogrupos.com.br Para: gaarcampinas@yahoogrupos.com.br, libertacaoanimal@yahoogrupos.com.br, verdadeirosprotetores@yahoogrupos.com.br, animais_nossosirmaos@yahoogrupos.com.br, animaisqueridos@yahoogrupos.com.br, anjosdosanimais@yahoogrupos.com.br, DIREITOSdosANIMAIS@yahoogrupos.com.br, defesa-animais@yahoogrupos.com.br, abolicionistas@yahoogrupos.com.br | ||
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11 de fevereiro de 2011
MATANÇA DE INOCENTES E INDEFESOS
Falando sobre MATANÇA DE INOCENTES:
"Eutanásia (do grego ευθανασία - ευ "bom", θάνατος "morte") é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista."
"Embora existam duas "classificações" possíveis, a eutanásia em si consiste no acto de facultar a morte sem sofrimento a um indivíduo cujo estado de doença é crónico e, portanto, incurável, normalmente associado a um imenso sofrimento físico e psíquico"
Conforme esclarecido a eutanásia é a abreviação do sofrimento produzido por uma doença incurável. No caso dos animais, como forma de controle populacional, o nome aplicado é MATANÇA mesmo.
No início da década e 80, no município de São Paulo, o método para exterminar animais era a câmara de descompressão (um tubo de aço onde os animais eram trancados em seguida o ar era sugado explodindo vísceras, asfixiciando os cães e, às vezes, fazendo os seus olhos saltarem - Fonte PEA: www.pea.org.br/educativo/slides/carrocinha.pps), muitos animais eram retirados ainda vivos, em sofrimento profundo e encaminhados ao incinerador. Nesta época, no auge da carrocinha, o número de animais mortos diariamente era em torno e 800/dia, cerca de 230 mil/ano .
No ano de 1999, quando o número diário de animais mortos era de 500/dia, o movimento de proteção animal da cidade de São Paulo conseguiu paralisar o uso da câmara de descompressão, e em 2000 a justiça determinou o seu fechamento definitivo.
Desde então o método para se promover a MATANÇA INDISCRIMINADA DE ANIMAIS passou a ser a injeção letal, em 2007 o CCZ de São Paulo matava 50 cães por dia, cerca de 15 mil/ano.
Pois bem, analisando esses números, podemos perceber que a realidade dos animais e rua nunca foi controlada, OU DIMINUÍDA, com a MATANÇA INDISCRIMINADA. Sempre existiram animais nas ruas, e sempre existirão. Isso porque o período e gestação de uma cadela é relativamente curto, cerca de 60 dias, portanto caímos mais uma vez na certeza de que o controle populacional de cães e gatos tem que ser feito pela castração.
“Retirar animais das ruas não resolve o problema, na verdade piora, pois os cães são territorialistas e formam matilhas, quanto mais cães são retirados, mais espaço e comida sobram, mais eles ficam fortes e mais se multiplicam. Segundo o OMS o ideal é retirar o animal, castrar e devolver ao local de origem, mantendo desta forma as matilhas, mas impedindo de forma inteligente sua multiplicação.” Feliciano Filho, deputado estadual.
Vejamos o que preconiza a Organização Mundial de Saúde, desde 1980:
"O extermínio de animais sadios é um método ineficaz e oneroso para os cofres públicos, conforme concluiu a Organização Mundial de Saúde (OMS) na década de 80. Em informe de 1992, a OMS declara que "a renovação das populações caninas é muito rápida e a taxa de sobrevivência delas se sobrepõe facilmente à taxa de eliminação (a mais elevada registrada até hoje gira em torno de 15% da população canina)". Em substituição a este método, a OMS recomenda como principal estratégia a vacinação sistemática nas áreas de risco de zoonoses e o controle populacional por meio de captura e esterilização, aliados à educação para a posse responsável de animais."
Portanto, nós brasileiros estamos a 30 anos desatualizados com o que determina a OMS. Na década em que matávamos, só na capital de SP, 230 mil animais por ano, esta prática já era condenada.
No CCZ de São Paulo, quando a lei estadual de autoria do deputado Feliciano Filho foi sancionada, a prática utilizada era a matança. Cerca de 80% dos veterinários que lá trabalhavam não queriam saber de tratar animais, pois é muito mais fácil matar. Hoje esse profissionais foram afastados.
Também por conta da referida lei houve uma mudança de paradigma. Agora cada vez mais as prefeituras do Estado se preocupam em promover campanhas de castração de animais e conscientização da população. Somente no município de São Paulo o número de castrações, disponibilizadas anualmente, gira em torno de 100 mil. O CCZ hoje tem outra visão em relação aos protetores dos animais, e locais com grande concentração de animais errantes. Com a proibição da prática da MATANÇA destes, hoje o órgão público cadastra protetores que levam seus animais para serem castrados de graça no mesmo, e promovem mutirões de castração em diversas localidades da cidade.
Também por conta da referida lei houve uma mudança de paradigma. Agora cada vez mais as prefeituras do Estado se preocupam em promover campanhas de castração de animais e conscientização da população. Somente no município de São Paulo o número de castrações, disponibilizadas anualmente, gira em torno de 100 mil. O CCZ hoje tem outra visão em relação aos protetores dos animais, e locais com grande concentração de animais errantes. Com a proibição da prática da MATANÇA destes, hoje o órgão público cadastra protetores que levam seus animais para serem castrados de graça no mesmo, e promovem mutirões de castração em diversas localidades da cidade.
Mesmo assim, com o conhecimento de todas estas informações, alguns protetores de animais, ou pseudo protetores, acreditam que o melhor para os animais é a volta da matança. Essas pessoas insistem em divulgar que o sofrimento dos animais nas ruas dá se pela proibição a eutanásia. Hora, crueldade contra animais sempre existiu, cães pelas ruas sempre existiram, quem proporciona o sofrimento aos animais é o homem, então porque matá-los?
Mesmo quando se matava mais de 200 mil animais por ano o problema da população canina nunca foi controlado, os animais também sofriam pelas ruas, isso porque sua reposição é muito maior do que a capacidade de matá-los.
Portanto, se o assunto é crueldade e maus tratos, o caminho é educação e punição. Se o assunto é controle populacional, o caminho é castração. Não sou eu quem digo, é a ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE.
Me envergonho profundamente de ver pessoas inseridas no movimento de proteção animal, que tem como principal atributo salvar vidas, preconizando a volta da matança de inocentes "para aliviar o seu sofrimento". Fora a vergonha, também me preocupo com os animais resgatados "em sofrimento" por essas pessoas, porque na minha opinião, eles estão correndo risco.
17 de janeiro de 2011
PARA REFLETIR
Vendo tudo o que está acontecendo, tanta tragédia, tanta catástrofe... eu me pergunto:
Será que a Natureza não está respondendo aos nossos abusos?
Esse vídeo é perfeito e nos faz refletir sobre nossas ações e sobre o que estamos fazendo com o planeta.
29 de dezembro de 2010
Projeto de Lei Federal pretende exterminar cães da raça Pitbull
SOBRE O PL 300/08 E SUA
TRAMITAÇÃO
Esta tramitando no Senado um PL, de autoria do senador Valter Pereira (PMDB-MS), que pretende responsabilizar civil e penalmente dos proprietários, possuidores e criadores de cães de guarda “perigosos”, e proíbe a reprodução de cães da raça Pit Bull.
Além de proibir a procriação de cães da raça Pitbull, a proposta também define que cerca de mais 15 raças sejam consideradas "cães de guarda perigosos ou potencialmente perigosos" que só poderão circular seguindo uma série de determinações, os proprietários destes cães que desobedecerem as regras estarão sujeitos a pena de um a dois anos de reclusão, mais o pagamento de multa.
Se aprovado, cães que forem abandonados por seus tutores poderão ser sacrificados. A proposta também proibe a procriação de cães de raça Pitbull, além de criar a obrigatoriedade de castração apenas para os machos.
Se aprovado, cães que forem abandonados por seus tutores poderão ser sacrificados. A proposta também proibe a procriação de cães de raça Pitbull, além de criar a obrigatoriedade de castração apenas para os machos.
Desde 04/08/10 a matéria encontra-se com a tramitação interrompida para analise dos requerimentos 190 e 191, de autoria do senador Eduardo Suplicy, que solicita informações ao Ministro de Estado da Saúde e ao Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a fim de instruir a tramitação do Projeto de Lei.
Nossa esperança, para interromper esse projeto de lei absurdo e equivocado, resume-se no fato do nobre senador Valter Pereira não ter sido reeleito, aliás, segundo suas palavras, foi impedido de sequer concorrer à reeleição.
O que normalmente ocorre neste caso é o arquivamento do projeto de lei, conforme o REGIMENTO INTERNO DO SENADO
Art. 332. Ao final da legislatura serão arquivadas todas as proposições
em tramitação no Senado...
em tramitação no Senado...
Conheça o PL 300/08 na íntegra:
PL 300/08
Fazem parte da lista pré-estabelecida no projeto de lei, como cães potencialmente perigosos:
Art. 2º. São cães de guarda perigosos os das raças Rotweiller,
Fila, Pastor Alemão, Mastim, Doberman, Pit Bull,
Schnauzer Gigante, Akita, Boxer, Bullmastif, Cane Corso,
Dogue Argentino, Dogue de Bordeuax, Grande Pirineus,
Komador, Kuracz e Mastiff.
Nota-se o total desconhecimento do autor da norma, no que se refere a raças de cães, como no caso do KOMADOR que na verdade é KOMONDOR, apesar de haver criadores no Brasil é bastante raro no país. Trata-se de um cão de temperamento reservado desenvolvido para o pastoreio de rebanhos e que por possuir um instinto natural por proteção se dá muito bem com outros animais como: gatos, galinhas, vacas e outros, disputando “liderança” apenas com outros cães.
Em relação às demais raças, em todas as pesquisas feitas em relação temperamento das mesmas, encontramos informações que variam de excelente cão de guarda até bonachão e ideal para companhia, o que demonstra claramente o total despreparo e desinformação em relação ao comportamentalismo de animais para uma pessoa que pretende legislar sobre este tema.
O relator da matéria, Gim Argello (PTB-DF), em seu parecer favorável, propõe que a lista de cães perigosos fique aberta, para possibilitar ao Poder Público a inclusão de novas raças. Ficamos desta forma totalmente reféns, visto que pode ser incluída na lista de “cães perigosos” qualquer raça que nossos legisladores considerarem conveniente.
RELATÓRIO
No parágrafo 3° do artigo 6° a norma diz que o cão que for encontrado circulando com seu proprietário em locais públicos sem portar coleira, corrente e focinheira será apreendido e somente liberado após o pagamento de multa, ou sacrificado no caso de abandono:
§ 3º. Na hipótese de abandono do animal pelo proprietário,
A Administração Pública poderá sacrificá-lo.
Desta forma fica instituída, na forma de lei federal, a MATANÇA INDISCRIMINADA DE CÃES SADIOS PERTENCENTES A DONOS IRRESPONSÁVEIS.
A Constituição Federal é clara, em seu artigo 225, inciso VII, quando impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações, protegendo a fauna, e sendo vedadas as práticas que provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a crueldade.
O Decreto Federal 24645/34, no inciso V de seu artigo 3°, diz que é considerado maus tratos abandonar animais, já a Lei Federal 9605/98 em seu artigo 32, diz claramente que mal tratar animais é crime, prevendo pena de detenção de três meses a um ano e pagamento de multa. Portanto o Projeto de lei 330/08, de autoria do Senador Valter Pereira, pretende legalizar uma prática até então considerada crime, que é o abandono de animais, e o pior, não pune quem abandona e sim quem foi abandonado, tendo este que pagar com a própria vida. Independente de ser ou não agressivo.
E em relação ao KURACS que na verdade é KUVASZ, uma raça também rara no Brasil por haver poucos criadores, também se trata de um cão de pastoreio e guarda é um cão considerado “de família”, que se dá bem com outros cães e animais e bastante tolerantes com crianças, desde que estejam acostumados com suas presenças desde cedo. Da mesma forma que com outros cães, gatos e até seres humanos.
Fonte: http://www.dogtimes.com.br/KUVASZ.htm
A agressividade canina pode estar relacionada a diversos fatores, mas não a determinada raça. Cães pequenos, bonitinhos e peludos também mordem... E muito! Porém não geram noticias, polêmicas, votos nem IBOPE. A agressividade nos cães, independente de raça, pode ser ocasionada por diversos fatores:
- DOMINÂNCIA- Por posição hierárquica.
- MEDO- Quando o cão se sente acuado.
- POSSE- Para defender seus “bens preciosos”: comida, brinquedos, etc.
- DEFESA DO TERRITÓRIO- Cães de guarda que defendem o local onde vivem.
- PROTEÇÃO- Para defender o grupo de pessoas ou a matilha
- REDIRECIONADA- Quando cães brigam entre si, por exemplo, porque outro animal passa no portão da casa. Impedido de atacar o seu verdadeiro alvo, o cão ataca o outro indivíduo ou objeto mais próximo.
- PREDATÓRIA- O cão age por instinto, por exemplo, quando um carro ou moto passa por ele.
- MATERNAL- Fêmeas que defendem seus filhotes.
- DOR- Quando o animal está ferido ou doente.
- MAUS TRATOS- Cães mal tratados e agredidos fisicamente, que tendem a relacionar seres humanos, como fonte de maus tratos e dor.
- ESTRESSE- Cães confinados, presos a correntes, sem acesso ao Sol, etc.
- TREINAMENTO- Cães treinados, irresponsavelmente, para ter comportamento agressivo.
- DISTÚRBIO COMPORTAMENTAL- Relacionados a questões genéticas, geralmente geradas pela procriação indiscriminada de criadores sem critérios, consanguinidade e mestiçagem.
Entendo que discriminar um cão como agressivo apenas por seu porte ou raça, sem fazer um estudo profundo sobre a questão, com a participação de Etólogos e membros das Sociedades Protetoras dos Animais, determinar o extermínio de animais sadios, pela irresponsabilidade de seu proprietário, sem antes receberem uma avaliação de um especialista em COMPORTAMENTO ANIMAL ou a possibilidade de recolocação do mesmo em famílias que os trate de forma digna e descriminalizar o abandono de animais, afrontando duas normas federais vigentes, não seja uma atitude esperada pela população e condizente com um Senador da República, eleito pelo voto direto.
Assim como em humanos, pode haver variação de comportamento entre cães da mesma raça, até mesmo entre filhotes de uma mesma ninhada. Isso acontece por influência genética ou, em alguns casos, desvio comportamental. Até entre fêmeas e machos podem ocorrer esta variação, visto que machos tendem a demarcar o território e fêmeas a serem mais possessivas e ciumentas. Levando isso em consideração poderíamos ser também surpreendidos com uma lei que determinasse o extermínio de cães machos ou fêmeas, de acordo com a vontade do legislador.
Não é a raça que determina a agressividade de um cão e sim uma série de outros fatores.
Na emenda do relator, Gim Argello (PTB-DF), que altera o artigo 7° do PL 300/08:
Dê-se ao art. 7º do Projeto de Lei do Senado nº 300, de 2008, a
seguinte redação:
Art. 7º O uso do animal como meio para a prática de crimes
dolosos contra pessoa implica, conforme o resultado, o aumento de
um terço das penas previstas nos arts. 121 ou 129 do Código Penal.
Parágrafo único. O animal será recolhido ao canil público e, após
a produção das provas, será sacrificado.
Aqui temos mais uma penalização para o animal, que não leva em consideração seu comportamento, mas que o pune com a perda da vida, por ter sido usado pelo humano para a prática de crime.
Por outro lado o Projeto de Lei 300/08 acerta quando pune os donos ou responsáveis dos cães dessas raças que atacarem alguém, causando a morte ou lesão corporal, respondendo por homicídio culposo ou lesão corporal culposa, pagando inclusive indenização por danos materiais e morais, porém em nenhum momento o autor da norma levou em consideração o motivo da mordedura, um cão de guarda que morda um assaltante que invadiu sua casa ou um cão que mordeu alguém por defesa, no caso de maus tratos ou agressão física, não deveria em hipótese alguma ser punido, visto tratar-se de uma mordedura justificada.
A obrigatoriedade da castração dos cães machos da raça Pitbull, demonstra claramente o desconhecimento do autor da norma em relação à matéria em questão, visto que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) uma fêmea gera em sete anos de vida até 64 mil descendentes diretos e indiretos, podendo cruzar indiscriminadamente com cães de diversas raças, portes e temperamentos, gerando desta forma os cães considerados mestiços, estes sim podem ter um grau elevado de distúrbio comportamental, devido às alterações genéticas.
Sou totalmente favorável à castração de cães e gatos, de todas as raças e também dos animais sem raça definida, porém se formos pensar de forma coerente a castração deveria ser obrigatória para FÊMEAS e MACHOS, como forma de controle populacional, e não com a finalidade de exterminar a raça como propõe o Projeto de Lei em questão, indo contra, inclusive, a nossa Constituição Federal que diz que o Poder Público tem o dever de proteger e preservar o meio ambiente, protegendo a fauna, e sendo vedadas as práticas que provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a crueldade.
A obrigatoriedade da castração dos cães machos da raça Pitbull, demonstra claramente o desconhecimento do autor da norma em relação à matéria em questão, visto que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) uma fêmea gera em sete anos de vida até 64 mil descendentes diretos e indiretos, podendo cruzar indiscriminadamente com cães de diversas raças, portes e temperamentos, gerando desta forma os cães considerados mestiços, estes sim podem ter um grau elevado de distúrbio comportamental, devido às alterações genéticas.
Sou totalmente favorável à castração de cães e gatos, de todas as raças e também dos animais sem raça definida, porém se formos pensar de forma coerente a castração deveria ser obrigatória para FÊMEAS e MACHOS, como forma de controle populacional, e não com a finalidade de exterminar a raça como propõe o Projeto de Lei em questão, indo contra, inclusive, a nossa Constituição Federal que diz que o Poder Público tem o dever de proteger e preservar o meio ambiente, protegendo a fauna, e sendo vedadas as práticas que provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a crueldade.
Não existe um estudo que comprove que o Pitbull é mais agressivo que outros cães.
ELE É MAIS PODEROSO, MAS NÃO MAIS AGRESSIVO.
A agressividade dos cães, na maioria das vezes, é estimulada pelo
homem
AGRESSIVIDADE ESTIMULADA = AGRESSIVIDADE ASSIMILADA.
Segundo resultados da American Temperament Test Society (ATTS), instituição que estuda e avalia o temperamento e comportamento de milhares de cães de diversas raças, diante de situações variadas, pessoas diferentes, o seu equilíbrio, capacidade de avaliação e reação, instinto de proteção e agressividade, o American Pit Bull Terrier teve um dos maiores índices de aprovação, estando dentre os mais dóceis e menos propensos a atacarem uma pessoa, ficando inclusive a frente de Collies, Cockers, Pastores Alemães, Golden Retrievers, e Dálmatas.
Resultado de testes em raças de cães: http://www.atts.org/statistics.html
Descrição do teste aplicado: http://www.atts.org/testdesc.html
Apesar de parecer ridícula a hipótese de se pensar na perseguição a cãezinhos tão “compactos e queridinhos” como os poodles toys, os beagles e os chow chows, por meio de observações comportamentais com raças de cães em atividades cotidianas, constatou-se que as citadas raças são mais “perigosas” que os tão perseguidos pit bulls.
Segundo estatísticas menos de 1% dos ataques de cães são de Pitbulls, o líder é o poodle. Mas o Poodle não dá IBOPE.
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